Diversidade além

Reconhecer a diversidade como parte da riqueza humana é respeitar seu semelhante e seu dessemelhante.

Esse blog é destinado a publicação de idéias sobre respeito e tolerância racial, sexual, religiosa, de origem, etc. Seja bem bem vindo a esse espaço.

JCarlos Moura.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Homofobia agora é brincadeira de adolescente?


Acho que todos ouviram nos últimos dias as notícias sobre um grupo de "filhinhos de papai" que agrediram outro grupo, esse de homossexuais, espancando os mesmos, a ponto de terem que buscar socorro em um hospital.
Os meliantes foram detidos - alguns eram menores e se valeram da impunidade que essa condição lhes oferece - mas mesmo o maior de idade que havia entre eles foi liberado, pois segundo o juiz que estudou o caso, tratou-se apenas de uma briga de adolescentes, não caracterzando o crime de homofobia.
Ora, é tudo muito estranho. Primeiro que qualquer forma de agressão deve ser exemplarmente punida, pois é uma forma de se evitar a banalização da violência. E alegar que se trata de algo normal, por se tratar de briga de adolescente é achar normal que adolescentes saiam por aí espancando as pessoas.
E, sendo que a agressão foi destinada especificamente a homossexuais, fica explícito que se tratava de preconceito contra pessoas nessa condição.
Será que é tão difícil entender o óbvio?
Isso porque dizem que os exames da OAB são tão rigorosos e os concursos para juízes também. Isso porque dizem que a lei deve ser imparcial e o responsável por aplicá-la deve estar isento de seus valores e crenças pessoais.
Uma pena, senhor juiz, uma pena.
Espero que a sua decisão seja mais acertada na próxima vez.
Rosas e girassóis para o senhor.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Crítica ao livro "O Caderno de David", de Daniel Caldeira - por Douglas Fersan




Conheci o Daniel há bastante tempo, nem sei dizer quanto. Lembro quando entrei naquela sala de aula pela primeira vez e, com meu jeito rabugento de ser, me apresentei àquela turma de sexta série. Lembro perfeitamente do olhar meio assustado do Daniel me analisando e talvez pensando "taí um professor chato".


Acredito que consegui mudar essa primeira impressão, pois não demorou muito para que vários alunos daquela classe deixassem de ser alunos para se tornarem meus amigos, embora a diferença de idade fosse grande. Dezenas deles adquiriram importância na minha vida, sendo até hoje meus amigos, mas não vou citar nenhum, pois o assunto é o Daniel Caldeira e seria injusto se esquecesse algum.


Logo percebi que o Daniel era alguém especial. Alguém que nasceu para brilhar, pois era dono de uma personalidade inquieta e crítica: não era daqueles adolescentes que aceitam o mundo ao seu redor sem contestá-lo, como também não era do tipo que sonhava mudar o mundo por pura rebeldia. Tinha os pés no chão, além de maturidade, honestidade e caráter muito além de seu tempo e espaço. É com muito orgulho que me atrevo (e é um atrevimento mesmo) a dizer que contribuí, ainda que de forma mínima, na transformação do pequeno Daniel no grande Daniel: um homem de bem, talentoso e bom caráter.


Foi com mais orgulho ainda, que recebi um belo dia, em minha casa, a visita do Daniel, já homem feito, com seu notebook embaixo do braço, dizendo-se empolgado com uma nova idéia.


O domínio da palavra escrita - a ponto de emocionar seus professores - sempre foi um talento do Daniel, mas dessa ve ele tinha um projeto mais ousado, mais abusado até, arrisco dizer. Foi com empolgação que ele mostrou à minha esposa Denise e a mim as primeiras páginas de um livro que estava começando a escrever, intitulado "O caderno de David". Não era um livro qualquer, era um livro já destinado ao sucesso. E o sucesso foi comprovado no lançamento, no dia 09 de setembro de 2010, na livraria Nobel, no Shopping Frei Caneca, em São Paulo.


Por que tive certeza que já era um livro destinado ao sucesso?


Em primeiro lugar porque era escrito pelo Daniel. Depois, porque tinha conteúdo, intenção e ação.


Não se trata de um livro destinado apenas ao público GLS, embora esse seja o tema central. Trata-se de um convite a reflexão sobre temas como a descoberta interior, a luta pelo reconhecimento da dignidade, os preconceitos, os pré-conceitos, a homofogia e a busca pela felicidade - nem sempre conquistada. É um importante trabalho no sentido de derrubar o estigma do homossexual como uma figura ávida por sexo o tempo todo, promíscuo e esdrúxula. Quem ler o livro certamente não será mais o mesmo. A viseira do preconceito dará lugar à reavaliação de conceitos.


A leitura leve, porém consistente e prazerosa, cativa o leitor da primeira à última página e tem o poder de abrir a mente e aprimorar o espírito, embora, com certeza não seja essa a pretensão de Daniel, que tem entre outras tantas qualidades, a humildade.


Raramente indico livros em meus blogs ou matérias publicadas por aí afora, mas acredito que obras como "O caderno de David" merecem todo o crédito, pois não se trata de simples entretenimento, é um livro que veio para abalar estruturas truculentas e transformar corações. Segue abaixo uma pequena resenha do livro e o link para o blog do autor, o qual embora já seja um Mestre, ainda faço questão de chamar de "aluno", pois essa palavra, oriunda do latim, significa "filho adotivo" e "aquele que fazemos crescer (e não "sem luz", como muitos dizem por aí).


O CADERNO DE DAVID


Aos 23 anos David morre vítima de um câncer. Deixa aos cuidados da mãe um caderno, com o intuito de ajudar o companheiro a aceitar sua sexualidade. Nele, há pensamentos que discorrem sobre assuntos como o homossexualismo, religiosidade e amor ao próximo. Léo, ao perder o companheiro, sente-se frágil. É descoberto pela família e humilhado em praça pública. Sai da cidade deixando filhos e emprego. Um ano depois, um grupo de jornalistas descobre uma poesia escrita por ele, destinada a David. Imediatamente pede para que ele retorne, enfrentando a revolta da família. Léo é desafiado a escrever a própria história, mas para isso será preciso enfrentar seus próprios preconceitos.


"...tenho um coração colorido.

Que me perdoem os que vivem no mundo preto e branco."

(Daniel Caldeira).




sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Primeiro Seminário da Integração do Povo de Santo para os Direitos Humanos


Foi um primeiro encontro. E como tal, envolvia o ambiente em uma aura de tensão e nervosismo, principalmente os organizadores, Douglas Fersan e Jordam Godinho, marinheiros de primeira viagem na difícil empreitada de reunir pessoas aptas e dispostas a debater questões ligadas aos Direitos Humanos dentro das religiões de matriz afro-brasileira.


Os convidados foram escolhidos criteriosamente: não precisávamos de estrelas, e sim de pessoas sérias a comprometidas com a luta pelo respeito que tanto almejamos.

Assim, convidamos o Pai Alexandre Cumino, do Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca, autor dos livros “Deus, Deuses e Divindades” e “Deus, Deuses, Divindades e Anjos”, e editor do JUS – Jornal de Umbanda Sagrada – o periódico de temática umbandista de maior circulação no país. Convidamos também o Pai Adriano Camargo, do Templo Escola Ventos de Aruanda, em São Bernardo do Campo. Conhecido como “o erveiro”, Pai Adriano Camargo é uma referência na Umbanda quando o assunto são as ervas para fins rituais e espirituais.

Também nos brindou com a sua presença a Iyá Ekedji Ogunlade, uma importante e conhecida militante dos direitos das religiões afro-brasileiras e na luta constra a intolerância religiosa e étnica.

Outros nomes de destaque que compareceram: Pai Claudinei de Ogum, do Templo Pai Thomé de Aruanda, Babalorixá Pai Celso de Oxalá, Ogan Juvenal (representando o Supremo Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo - SOUESP).

Os trabalhos iniciaram por volta das 19 horas, com a apresentação do power point “Os filhos da resistência” (que em breve será disponibilizado nesse blog). Em seguida os participantes foram convidados a falar.

Temas relevantes foram abordados (conforme será publicado em ata oficial), sempre lembrando a importância de unir forças entre as diversas vertentes da Umbanda e do Candomblé, formando uma só voz na luta pelo respeito ao Povo do Santo.


Também foi ressaltada a importância do orgulho umbandista/candomblecista.

Assumir a própria religião é um primeiro passo rumo ao reconhecimento e o respeito pela mesma.


Em sua fala, Pai Alexandre Cumino lembrou que a Constituição brasileira já garante os direitos aos mais diversos cultos, com leis que os amparam e protegem. O que falta – e, portanto, deve ser objeto de nossa luta – é o cumprimento dessas leis.


Pai Claudinei de Ogum, em sua intervenção, falou que a Umbanda nada tem a conquistar, e sim a reconquistar "algo" que vem se perdendo ao longo das décadas. Deve-se então incluir na pauta, a luta pela reconquista do respeito à nossa crença e tradições.


A nossa amiga e irmã Iyá Ekedji Ogunlade discursou sobre sua militância incansável na luta pelos direitos das religiões afro-brasileiras e contra a discriminação religiosa e racial. Falou sobre as dificuldades que enfrenta para fazer garantir a representatividade dos nossos segmentos religiosos nos eventos e fóruns dos quais participa e, mesmo sendo do Candomblé, por vezes se vê obrigada a representar a Umbanda (o que disse fazer com muito prazer, mas ainda assim sente a necessidade da presença dos irmãos umbandistas). Por essas razões, pediu maior união entre o Povo do Santo, esquecendo suas diferenças internas para buscar o bem comum.


Vale citar o momento em que os jovens umbandistas do templo do também jovem Pai Rafael se manifestaram, declarando seu amor pela Umbanda e a disposição de lutar pelo respeito à sua crença. Esse foi, talvez, um dos momentos de maior emoção do evento.


O convite ao seminário foi enviado a aproximadamente 35.000 pessoas através da WEB. No entanto poucos atenderam ao chamado (em torno de 30 pessoas apenas), o que nos dá a certeza de que temos que nos mobilizar ainda mais e de forma mais organizada a fim de sensibilizar nossos irmãos para regar essa pequena semente que foi plantada em 23/1/2009, para que ela germine, floresça e de frutos, com as bênçãos de Zambi, de todos os orixás e, principalmente, do nosso divino Pai Oxalá.


Organizadores:Douglas FersanJordam Godinho


Apoio:Vereador Ítalo Cardoso

Deputado Rui Falcão

João Galvino


Colaboradores:Maria do Carmo Godinho

R. Meirelles

Silvio Garcia

Pai Claudinei de Ogum


Secretária:Denise Fersan


Convidados:Pai Alexandre Cumino

Pai Adriano Camargo

Ogan Juvenal (SOUESP)

Pai Celso de Oxalá

Ekedji Iyá Ogunlade





quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Intolerância Religiosa: não podemos permitir. Texto de Ricardo Barreira.


Eu acho realmente muito bonito quem tem coragem de pregar sua crença, de falar para as pessoas sobre Deus. Tenho isto como louvável e penso que a Umbanda ainda deixa muito a desejar neste aspecto.Porém, não é necessário desvalorizar a crença de ninguém para falar o que você acredita. Será que não podemos elogiar o azul sem desmerecer o verde? Para algumas pessoas não.Era tarde de sábado e ao chegar no Terreiro vejo um grupo de evangélicos na praça ao lado. Microfones ligados, uma caixa de som e um volume ensurdecedor, que aliado a voz aguda do Pastor me fez pensar: É HOJE!!!Mas tudo bem, alías eles estavam no direito deles e eu logo pensei: Quem na Umbanda faria isso? Me juntei ao grupo de irmãos (umbandistas) que já estavam no terreiro trabalhando na reforma, peguei um pincel, subi uma escada e dei umas pinceladas. Poucas pinceladas. Pois logo ouvi ele chamando os pretos-velhos e alguns Orixás de demonio. Coloquei o pincel apoiado em cima da lata e desci da escada, fui como "guiado" até lá.Quando o pastor me viu logo me identificou, principalmente porque eu usava uma camiseta preta com a frase "Umbanda - Eu Visto Essa Camisa", além é claro, de minha guia (colar), que fiz questão de colocar para fora da camiseta enquanto me aproximava;....heheheParei na esquina e fiquei observando, ele aumentou as críticas. Saquei meu celular e comecei a filmar e caminhar em sua direção. Puxei uma cadeira bem na frente do indivíduo e me sentei ao lado dos irmãos (evangélicos). Deste momento em diante senti que ele começou a pisar em ovos, se perdeu no discurso, tremeu e começou a pensar muito bem no que falava.Mas não demorou muito para as críticas recomeçarem, a diferença agora é que ele fazia questão de falar em algumas ocasiões: "principalmente no espiritismo kardecistas". Após um tempo ele voltou a falar das religões Afro Brasileiras. Fiquei lá, sentado, olhando para ele e filmando tudo, até a hora que ele relatou seu nome. Ai desliguei a câmera do celular, levantei e me virei indo embora.Para minha surpresa quando me virei vi que atrás de mim estavam alguns filhos do terreiro, que seguiram comigo de volta para o Templo.O que mais me dói é testemunhar que essas coisas ainda acontecem em pleno 2009. Enquanto todos trabalhamos para uma cultura de paz,para o diálogo Trans-Religioso, o sujeito veste seu terninho surrado, sua bíblia de axila e sai de casa para falar mal de outra religião, falar mal da cultura brasileira, falar mal de milhares e milhares de pessoas que se dedicam a caridade.Dores a parte, estamos acionando judicialmente o Pastor.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Combater o preconceito racial não é simples





Combater o preconceito racial não é uma questão simplória. É preciso que a nossa História seja contada sem trauma nem rancor. O passado de preconceitos não se pode refletir em um futuro de discriminações, mágoas e dívidas a pagar. O preconceito racial atualmente é questionado, visto que a ciência ao decifrar nosso código genético comprovou que as diferenças no DNA entre brancos e negros são efêmeras e praticamente inexistentes. Partindo desse pressuposto, já seria uma ignorância tentar distinguir raças e o pior caracterizá-las e discriminá-las. O homem de tempos atrás não apresentava tamanho conhecimentos e compreensão sobre o mundo em que vivia. Por isso, achava que de fato a raça negra era inferior e com isso a escravizava. Não só os negros foram vítimas da ignorância humana, mas também outros grupos e etnias como os ciganos, mulheres e judeus. A injustiça social, então passou a excluir cada vez mais grupos desfavorecidos. Esse processo histórico deixou conseqüências nefastas às mais variadas pessoas. Estamos agora em pleno século XXI e com mapeamento do nosso código genético decifrado. A ciência nos provou que na verdade não há raças na espécie humana, mas apenas pequenas variações genéticas para que o homem possa se adaptar melhor no meio em que vive. Não é mais pertinente o preconceito racial, já que raças não existem. Será que essa insensatez vai ser alimentada por isso uma raça que na verdade nem existe: os negros? Isso nos faz lembrar a África do Sul de outrora, em que o "apartheid", ou seja, a segregação racial era enorme. Será que aqui no Brasil esse "apartheid" não vem maquiado por leis aparentemente benéficas? Os negros sem dúvida sofreram grandes injustiças no passado, mas o passado não pode ser refletido no presente e nem no futuro. Se ainda há o preconceito, a sociedade tem que ser educada através de propagandas e de punições severas quando for detectado atitudes ou atos de discriminação. Faz-se necessário à devida conscientização do povo que a própria ciência já nos mostra e derruba a teoria arcaica das raças na espécie humana. Portanto, não existe a raça negra, branca, amarela nem vermelha. O que existe são pequenas variações que são aproveitadas por mentes vesanas para estimular o preconceito étnico. As diferenças étnicas, de crença, religião e cultura, devem ser respeitadas e aceitas em sua essência desde que essas não transcendam os direitos humanos. A peculiaridade de cada povo deve ser entendida e respeitada para que possamos continuar com a riqueza das múltiplas culturas existentes em nosso país e, principalmente, para que o preconceito racial chegue ao fim. Em um país miscigenado como o nosso, temos que entender melhor a explicação da ciência: todos nós temos a mesma essência física nos diferenciamos apenas em questões tênues e inconcebíveis para que haja qualquer discriminação.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Diga não à homofobia - Ana Lúcia Santana





A homofobia define o ódio, o preconceito, a repugnância que algumas pessoas nutrem contra os homossexuais. Aqueles que abrigam em sua mente esta fobia ainda não definiram completamente sua identidade sexual, o que gera dúvidas, angústias e uma certa revolta, que são transferidas para os que professam essa preferência sexual. Muitas vezes isso ocorre no inconsciente destes indivíduos.
Para reafirmar sua sexualidade como um mecanismo instintivo de defesa contra qualquer possibilidade de desenvolver um sentimento diferente por pessoas do mesmo sexo, os sujeitos tornam-se agressivos e podem até mesmo cometer assassinatos para se preservarem de qualquer risco. Muitas vezes, porém, a homofobia parte do próprio homossexual, como um processo de negação de sua sexualidade, às vezes apenas nos primeiros momentos, outras de uma forma persistente, quando o indivíduo chega a contrair matrimônio com uma mulher e a formar uma família, sem jamais assumir sua homossexualidade. Quando este mecanismo se torna consciente, pode ser elaborado através de uma terapia, que trabalha os conceitos e valores destes indivíduos com relação à opção homossexual.
O termo homofobia foi empregado inicialmente em 1971, pelo psicólogo George Weinberg. Esta palavra, de origem grega, remete a um medo irracional do homossexualismo, com uma conotação profunda de repulsa, total aversão, mesmo sem motivo aparente. Trata-se de uma questão enraizada ao racismo e a todo tipo de preconceito. Este medo passa pelo problema da identificação grupal, ou seja, os homófobos conformam suas crenças às da maioria e se opõem radicalmente aos que não se alinham com esses papéis tradicionais que eles desempenham na sociedade, ainda que apenas na aparência.
Alguns assimilam a homofobia a um tipo de xenofobia, o terror de tudo que é diferente. Mas esta concepção não é bem aceita, porque o medo do estranho não é a única fonte em que os opositores dos homossexuais bebem, pois há também causas culturais, religiosas – principalmente crenças cristãs (católicas, protestantes), judias ou muçulmanas -, políticas, ideológicas – grupos de extrema-esquerda e de extrema direita -, e outras que se entrelaçam igualmente no preconceito. Geralmente os fundamentalismos não cedem espaço ao homossexualismo. Há, porém, dentro dos grupos citados, aqueles que defendem e apóiam os direitos dos homossexuais. Dentro das normas legais, também há variantes, ou seja, há leis que entre casais do mesmo sexo e casais do sexo oposto se diversificam. E, por mais estranho que pareça, em pleno século XXI, alguns países aplicam até mesmo a pena de morte contra homossexuais.
O homófobo pode reagir perante os homossexuais com calúnias, insultos verbais, gestos, ou com um convívio social baseado na antipatia e nas ironias, modos mais disfarçados de se atingir o alvo, sem correr o risco de ser processado, pois fica difícil nestes casos provar que houve um ato de homofobia. Alguns movimentos são realizados em código, compartilhados no mundo inteiro pelos adversários dos homossexuais, tais como assobios, alguns cantos e bater palmas.

Ana Lúcia Santana